Aqui é onde mora o perigo (e a economia). A “bitola” é a seção nominal do cabo, medida em milímetros quadrados ($mm^2$). Grosso modo, é a espessura do cobre.
Pense nos cabos como canos de água: um cano fino não consegue transportar um grande volume de água rapidamente sem estourar. Com a eletricidade é igual: quanto maior a potência do aparelho, mais grosso deve ser o cabo.
Se você usar um cabo fino para um equipamento potente, o cabo vai esquentar. Esse aquecimento é energia jogada fora (que você paga na conta) e, pior, pode derreter o isolamento e causar um curto-circuito.
Confira uma tabela prática de referência (mas lembre-se: o projeto elétrico deve ser sempre validado por um profissional):
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1,5 $mm^2$: Geralmente usado para circuitos de iluminação (lâmpadas e lustres). Suporta correntes baixas.
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2,5 $mm^2$: O padrão para tomadas de uso geral (TVs, carregadores, ventiladores, liquidificadores). É o cabo mais comum na casa.
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4,0 $mm^2$: Usado para tomadas de uso específico (TUE) que exigem mais potência, como secadores potentes, torneiras elétricas ou chuveiros de menor potência.
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6,0 $mm^2$ a 10,0 $mm^2$: Obrigatório para chuveiros elétricos modernos, ar-condicionado de alta potência e a entrada de energia da residência (o cabo que vem do padrão).
Dica de Ouro: Nunca, em hipótese alguma, use cabos de bitola menor do que a recomendada para economizar. O “barato” vai sair caro na sua conta de luz devido ao desperdício de energia por calor (Efeito Joule).